Maior me via
Pequena em enxergava
Menor me achava
E nessa história de pesos e medidas
Caí na cilada
Sendo perversa e ingênua
De me colocar em um degrau
Ora acima, ora abaixo
Do nível do chão
Pensava não ser possível
A minha ganância
A mim mesma ferir
Mas coração que pulsa
Coração que ama
Quer apenas bater o amor que sente
Apenas bater o pulso que lhe cabe
Bater no ritmo da vida
Ritmo de amar
Nem pouco, nem muito
Mas no ritmo certo.
Queria passar pela avenida principal
Sobre um tapete vermelho
Mas para isso, teria que passar
Por cima do meu coração
Mas coração que pulsa
Coração que ama
Quer bater no pulso certo
No pulso do amor.
Tudo volta, então, ao seu tamanho original
Nem grande, nem pequeno
Volta ao seu nível natural
Nem acima, nem abaixo.
Mas no pulso do meu coração
Há espaço para subir e descer
Crescer e diminuir
Há espaço para voar e criar
Espaço para sonhar e amar.
Teka
Mai 2014
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