O mundo conversa conosco, nos diz coisas. Tantas coisas. Nos acolhe, nos ama, nos fere, passa por cima de nós.
O mundo roda, as estações mudam, a vida passa, a gente envelhece. Estamos aqui, e de nada disso somos poupados. Essa vulnerabilidade me assusta. Enquanto isso, reflito.
O frio nos gela, o calor nos derrete, o vento sacode nossos cabelos, a chuva molha nossos sapatos. Não dá para fugir.
As situações nos afetam, nos alfinetam, nos alegram... e eu reflito.
Sigo reflexiva acerca da existência. A vida passa, e eu a observo. Me transpassa, e eu a decifro. Ou não.
Mastigo-a bem mastigado, trituro-a entre meus dentes para sentir seu sabor, sua textura. Sorvo-a para saber o que de melhor há nela a ser absorvido e o que dela devo abandonar.
Questiono, instigo, pesquiso, busco, busco e busco saber a resposta. "Para que serve a vida?"
A pergunta sai dos lábios da minha alma e se propaga no abismo da questão. E a cada novo segundo se faz ouvir, repetida e infinitamente.
A vida conversa comigo, me diz coisas. Tantas coisas. Mas uma coisa em especial escuto desde criança, todo dia, toda hora, insistentemente: "Para que serve a vida?"
A vida me revela um segredinho importante: me ensina que sou, antes de Teresa, vida! E não é a toa que se faz pergunta em minha alma. Se faz questão justamente porque sabe que não somente sei a resposta, mas, principalmente, que sou capaz de viver a resposta.
Sabe que sou capaz não somente de descobrir o sentido da vida, mas, acima de tudo, de dar sentido a ela.
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Em reflexão e comemoração do meu aniversário de 28 anos.
Gratidão, mãe e pai, pelo amor e apoio infinitos.
Gratidão aos anjos e que passaram pelo meu caminho e aos que ficaram em minha vida.
Gratidão, meu amor!
Teresa Laury
20 de Maio de 2014