Percebo
Que não tem pra onde fugir do medo
Que são tantos os meus bloqueios
Que não encontro meios de escapar

Já sei
Que o tempo passa e as feridas se curam
Mas algumas delas a sarar custam
Que as vezes parece que solução não há

Sangra
Em carne viva tanta procura inútil
De achar um jeito de deixar tudo limpo
De achar um jeito de ter motivos pra cantar

Sabe
Vão passando as horas e a vida voa
E a dor do espinho volta sempre à tona
Quando será a vez disso se curar?

Teka

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