Pra Além da Conta de Mim

Em versos singelos, despertos, abertos
Conto o que rola aqui dentro
É dentro, mas impossível mapear
Conto o que sinto, o que vivo
Fujo do que é padrão
Do que me ensinaram a fazer, a ser.

Em versos soltos, avoados, desbravados
Sou pura inspiração
Fluo para além da exatidão.
E isso é, da linguagem técnica
Grande libertação.

Ah, os campos floridos
Flores, algarismos, símbolos
Colho todos e faço um buquê
E presenteio a você que os lê.

Ah, leveza no pensar e no sentir
Correndo no ar sem gravidade
O que é tão grave nessa vida
Que não possa ser resgatado
E lançado ao ar a voar e voar e voar?

Ah, hoje a-cor-dei assim:
Meio engenheira
E três quartos poeta.
É que na matemática de voar
Não se resulta o esperado
E eu estou pra além da conta de mim.

Sabe, se giro, se canto, se danço
Encanto, suponho, antes de a alguém, a mim.

Teka
Jan 2014

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