De tudo isso que se passa
Do rebuliço que me causa
Em momentos de trégua
Percebo a minha face emburrada
De cara virada para a vida
Desgostosa do amargor da existência
Relutante em aceitar
Que não existe plano e estabilidade
Resistente o bastante à mutabilidade
Do simples acontecer
Orquestrado por mãos maiores
Do que as minhas humanas.
É, é difícil
Mas estou aprendendo
Que nem tudo é como eu quero
E na hora que eu quero.
A vida transcorre e me convida:
Vamos enfrentar mais essa ondinha aqui?
Vamos confiar que você dá conta, sim?
Vamos segurar na fé no que está além?
Vem! Vamos! É hora de trabalhar!
Teka
Jun 2014
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